Sobe a classificação dos perigos dos fumos de solda

Novas evidências movem a classificação de “possivelmente cancerígena” para “cancerígena para humanos”. Saiba como evitar os riscos.

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC -  International Agency for Research on Cancer) atualizou a classificação dos fumos de solda e radiação UV de soldagem para agentes cancerígenos do Grupo 1, designação para agentes que apresentam evidências cancerígenas suficientes em seres humanos. Uma avaliação anterior, feita em 1989, havia classificado os fumos de solda e a exposição UV ao grupo de "possivelmente cancerígena para os seres humanos".

Este ano, uma equipe de 17 cientistas de 10 países se reuniram para reavaliar os riscos para as pessoas em relação a exposição à fumaça de solda, com base em novas evidências, acumuladas de estudos observacionais e experimentais.

Em um relatório publicado em maio pela conceituada revista cientifica The Lancet Oncology, os pesquisadores descobriram que a soldagem por arco gera radiação UV: um fator de risco para vários tipos de câncer e queimaduras oculares.

Os fumos de solda também aumentaram o risco de câncer de pulmão e, em certas proporções, câncer de rim e inflamação crônica. Os pesquisadores também observaram que os solventes utilizados para a limpeza do metal em conjunto com soldagem, como o tricloroetileno, apresentavam maiores riscos de câncer de rim.

As sugestões da OSHA (Occupational Safety & Health), para reduzir a exposição aos fumos de soldagem incluem:

  • As superfícies de soldagem devem ser livres de qualquer revestimento que possa criar exposição tóxica, como resíduos de solventes e tintas.
  • Os trabalhadores devem posicionar-se para evitar a respiração de fumos e gases de soldagem. Por exemplo, os trabalhadores devem permanecer contra o vento ao soldar em ambientes abertos ou ao ar livre.
  • Os sistemas de exaustão localizada devem ser usados para remover fumos e gases da zona de respiração do soldador, mantendo os captores o mais próximo possível da fonte de geração.
  • Considere substituir ou usar um tipo de soldagem e seus consumíveis que geram menos fumos e gases, ou sejam menos tóxicos.
  • Nunca solde em espaços confinados sem ventilação local adequada.
  • Pode ser necessária proteção respiratória, caso as práticas de trabalho e a ventilação não reduzam a exposição a níveis seguros.

A Nederman atua há mais de 70 anos com o tratamento de fumos e gases de soldagem. Possui uma série de produtos e soluções para a proteção dos trabalhadores expostos aos riscos mencionados acima, como braços extratores, filtros fixos e móveis, exaustores, entre outros itens, cujo o objetivo principal é gerar ambientes de trabalho mais seguros e limpos.

 

Fontes: Site Construction Equipament / Site The Lancet Oncology